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fevereiro 02, 2019

PMPA comemora 37 anos do ingresso da mulher na corporação


O dia 1º de fevereiro de 1982 marcou para sempre a história da mulher na Polícia Militar do Pará, como a primeira vez que a instituição permitiu a entrada delas na corporação. Hoje, a PM do Pará já soma mais de 1.800 mulheres e, para celebrar os 37 anos da inserção feminina, foi realizado um culto ecumênico, na manhã desta sexta-feira (1º), no auditório do Comando Geral da PM, em Belém. 
A solenidade, realizada pela 5ª Seção do Estado-Maior Geral e pela Capelania da PM, foi presidida pela coronel Ivone Mendes, chefe do Departamento Geral de Administração (DGA), que falou sobre a contribuição da mulher para a instituição. “O olhar da policial feminina é recheado de detalhes. Por natureza, a mulher é mais perspicaz, então a presença da policial feminina na nossa corporação traz justamente esses atributos”, comentou a coronel.
Outra participante do evento foi a sargento Nelma Frazão, que revelou não ter pensado duas vezes quando surgiu a oportunidade de voltar à corporação como convocada da reserva remunerada. “Retornei porque a Polícia Militar é tudo pra mim e ela ainda corre nas minhas veias. O que me motiva é querer uma sociedade melhor”, afirmou a sargento que hoje trabalha na Diretoria de Apoio Logístico (DAL). 
Além do culto ecumênico, o evento promoveu um momento de confraternização entre as policiais presentes e encerrou com um sorteio de brindes. 
Como tudo começou - No dia 1º de fevereiro de 1982, a entrada das mulheres foi admitida por meio do Decreto Estadual 2.030, de 15 de dezembro de 1981, assinado pelo governador Alacid Nunes. 
A primeira turma delas na PMPA era composta por cerca de 50 alunas, pretendentes às graduações de soldados, cabos e sargentos. Outras três mulheres foram aprovadas no Curso de Formação de Oficiais e enviadas para a Academia de Polícia Militar do “Barro Branco”, em São Paulo, já que o Pará ainda não contava com uma academia. 
A primeira Companhia de Polícia Feminina foi instalada  na avenida Almirante Barroso, em Belém, e as atribuições das mulheres eram voltadas para atividades específicas, como fazer revistas em mulheres, lidar com idosos e crianças e trabalhar nas escolas, comércios e no trânsito.

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